
O futebol brasileiro se despede de uma das suas grandes fortalezas defensivas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou que morreu nesta quinta-feira, aos 86 anos, Hércules Brito Ruas, o eterno Brito, zagueiro titular da histórica Seleção Brasileira de 1970 e um dos grandes nomes da história de Vasco da Gama, Flamengo e Botafogo.
Ele estava internado há uma semana em um hospital do Rio de Janeiro, em função de complicações de saúde causadas por uma pneumonia.
No México, Brito jogou todas as seis partidas da campanha invicta do Brasil rumo ao tri. Entre suas grandes atuações, a final, se impondo contra um poderoso ataque da Itália, é tida como um ponto alto. Conhecido pelo vigor físico digno de seu nome, formou dupla de zaga ao lado de um improvisado Piazza, combinando perfeitamente sua força de um ‘semideus grego’ com a técnica do volante do Cruzeiro.
No futebol de clubes, Brito foi revelado pelo Vasco da Gama, clube que defendeu por mais de uma década. No Rio de Janeiro, também teve passagens marcantes por Botafogo e Flamengo, e ainda vestiu a camisa de tradicionais equipes brasileiras, como Cruzeiro, Corinthians e Internacional.
Brito foi o sétimo tricampeão mundial com o Brasil a falecer, depois de Everaldo (1974), Fontana (1980), Félix (2012), Joel Camargo (2014), Carlos Alberto (2016) e Pelé (2022). Mas o feito deles no México nunca será esquecido.
Com o adeus de Brito, fica a imagem de um defensor que sempre deixou tudo de si em campo. Deixamos, portanto, um abraço apertado a todos os amigos e familiares. Que eles tenham a força de Brito neste momento tão difícil.




