Oscar Schmidt, o principal nome do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Até o momento, não há informações sobre a causa da morte. Segundo a assessoria, o ex-atleta chegou a ser socorrido após passar mal e recebeu atendimento médico.
Oscar nasceu em Natal, mas conheceu o esporte no Clube Unidade Vizinhança, em Brasília. Em mais de 25 anos como profissional, foram inúmeros títulos representando o Brasil e vestindo as camisas de clubes brasileiros, espanhóis e italianos.
Ídolo da seleção brasileira, ele conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano de 1987. O Brasil venceu os EUA por 120 a 115, tornando-se a primeira equipe a derrotar os norte-americanos em nos Estados Unidos. Oscar foi o cestinha da partida, com 46 pontos marcados.

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 1958, em Natal (RN), mas iniciou sua trajetória no basquete apenas aos 13 anos. Sua carreira decolou rapidamente ao mudar-se para o Palmeiras em 1974, onde se destacou nas categorias de base e conquistou o bronze no Mundial de 1978 com a seleção principal. Em 1979, consolidou sua importância no cenário nacional ao vencer o Mundial Interclubes pelo Sírio.
A visibilidade internacional levou o “Mão Santa” para a Europa, onde viveu um dos períodos mais intensos de sua carreira. Na Itália, atuou por 11 temporadas entre o Juvecaserta e o Pavia, tornando-se o primeiro jogador a ultrapassar os 10 mil pontos no campeonato italiano e estabelecendo recordes históricos em quadra.
Sua história nas Olimpíadas é lendária, somando cinco participações entre 1980 e 1996. Oscar detém o título de maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, tendo sido o maior pontuador em três edições diferentes (Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996). Em 1988, ele estabeleceu recordes impressionantes que perduram, como a maior média de pontos e o maior número de pontos em uma única partida olímpica (55 contra a Espanha).